Centenas de investidores da Telexfree
foram ao Aeroporto Internacional Plácido de Castro, em Rio Branco, para
receber o diretor da empresa Carlos Costa, nesta quarta-feira (13).
Costa, que é um dos principais acionistas da Telexfree, vem ao estado
para acompanhar uma audiência de conciliação no Fórum Barão do Rio
Branco, nesta quinta-feira (14).
Ao sair da sala de desembarque, o diretor
foi ovacionado pelos divulgadores, como são chamados os investidores da
empresa. Costa considerou sua vinda ao Acre como um bom sinal para a
empresa, impedida pela Justiça de operar desde o último dia 18 de junho.
"É uma vitória", comentou.
De acordo com uma das principais
lideranças da Telexfree no Acre, Shawke Lira, o diretor veio acompanhado
de advogados e líderes da empresa de diversos estados. A comitiva que
deve ficar no estado até sexta-feira (15), participará de diversas
agendas.
Ainda nesta quarta, ele deve se reunir com
autoridades. Na quinta, ele irá participar de uma sessão às 10h, na
Assembleia Legislativa. Às 15h, ele irá para a audiência no Fórum e à
noite deve participar de um evento na Concha Acústica. "Independente do
resultado já estamos com tudo programado para agradecer a Deus por tudo o
que aconteceu até aqui", explica Lira.
Assim como Carlos Costa, Shawke Lira crê
que a audiência no Fórum acreano deva ter resultado positivo. "A gente
hoje pode acreditar que a Telexfree vai ser desbloqueada e nós vamos
retornar ao nosso trabalho normalmente e comemorar uma vitória de tanto
tempo e angústia, sofrimento, decepção pela Justiça e tudo mais. Agora
não é a hora de pensar em tudo o que aconteceu, mas de pensar que algo
positivo está muito perto de acontecer e é nisso que a gente tem que
focar para poder comemorar junto", disse.
Entenda o caso
A Telexfree está impedida de realizar
pagamentos e cadastros de divulgadores, como são chamadas as pessoas que
investem na Telexfree, desde o dia 18 de junho de 2013. A empresa é
acusada pelo MP-AC de realizar um esquema de pirâmide financeira sob o
disfarce de empresa de marketing multinível.
O bloqueio às atividades causou
descontentamento e alguns dos divulgadores realizaram diversas
manifestações de protesto em todo o país. No Acre, eles chegaram a
fechar as pontes que ligam o primeiro ao segundo distrito da capital,
Rio Branco.
Nos meses seguintes ao bloqueio, os
advogados da Telexfree entraram com uma série de recursos na Justiça
acreana pedindo a liberação das atividades. Todos, no entanto, foram
negados.
No final de setembro, a desembargadora do
Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) Cezarinete Angelim, deferiu o pedido
para que o caso fosse analisado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e
no Supremo Tribunal Federal (STF).
Com o intuito de dar preferência à Ação
Civil Pública que está sendo movida pelo Ministério Público do Acre, a
juíza Thaís Borges, tem indeferido os pedidos individuais de
ressarcimento que estão sendo movidos por diversos divulgadores.
A juíza ainda indeferiu o pedido de
inversão do ônus da prova, que havia sido feito pelo Ministério Público.
Dessa forma, o MP-AC é que terá que apresentar provas de que a
Telexfree funcionaria como esquema de pirâmide.
A última decisão da magistrada tomada na
última sexta-feira (18) foi de liberar parte do dinheiro da empresa
Telexfree, para que sejam pagas parcelas da construção de um hotel no
Rio de Janeiro de posse da empresa. A quantia liberada não foi revelada.
G1
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