A CAGEPA tem adotado medidas de
racionamento em diversas regiões do Estado, inclusive na região
metropolitana de João Pessoa, porém, no Cariri, a empresa ainda não se
manifestou sobre um controle mais rígido no fornecimento de água, apesar
do açude Cordeiro, localizado no município do Congo está com sua
capacidade inferior a 20%.
Responsável pelo abastecimento de água das
principais cidades do Cariri, entre elas Monteiro, Sumé e Serra Branca,
o açude Cordeiro, mais conhecido por açude do Congo, fornece água para
mais de 10 municípios da região do Cariri beneficiando uma população de
quase 100 mil habitantes.
Apesar do baixo nível do açude do Congo,
hoje em torno de 18%, a CAGEPA ainda não iniciou qualquer campanha de
prevenção quanto ao racionamento de água, e a população também não tem
contribuído para economizar água.
Nesta sexta-feira, 1º, o funcionário
público estadual Sebastião Vasconcelos, lotado em Monteiro, mostrava sua
indignação e preocupação com relação aos mananciais, principalmente com
o comportamento da população. “Ainda hoje é possível presenciar pessoas
lavando calçadas e veículos com mangueiras como se não estivéssemos
prestes a um colapso no abastecimento de água na cidade”.
Há cerca de um mês, o açude do Congo
estava com pouco mais de 20% de sua capacidade e em 30 dias perdeu 3% de
sua capacidade. Isto significa que se continuarmos sem chuvas e em meio
à maior seca dos últimos 50 anos, daqui a seis meses o açude estará
completamente seco.
Enquanto a CAGEPA não se preocupa com o
racionamento de água, a Assembleia Legislativa da Paraíba há mais de
seis meses promove uma campanha publicitária de alerta sobre a
necessidade de economizar água.
Cariri Ligado
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