De olho nas eleições de 2014, a presidente
Dilma Rousseff cobrou neste sábado (2), de 15 dos seus 39 ministros, a
conclusão de obras consideradas vitrines para o governo federal na
campanha à reeleição da petista. Dilma pediu que as obras sejam
aceleradas para que, até o final do ano, parte delas seja entregue à
população.
A presidente se reuniu com os ministros
por sete horas no Dia de Finados, no Palácio da Alvorada, para discutir o
cronograma de obras nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. O
encontro foi o primeiro de uma série que a presidente quer fazer com
seus ministros --deve haver uma reunião da área econômica e outra de
segurança e gestão de governo.
Na reunião deste sábado, Dilma destacou
positivamente o programa Mais Médicos e reclamou dos atrasos nas obras
de transposição das águas do rio São Francisco, tema explorado pela
oposição.
Ao negar que o objetivo do encontro tenha
sido alavancar a campanha eleitoral da petista, a ministra Gleisi
Hoffmann (Casa Civil) disse que a presidente fez "compromissos" à
população e agora "chegou a hora" de o governo implementá-los.
"Isso tem a ver com resultado de governo.
Um governo é eleito, organiza os seus programas, faz compromissos com a
população e tem que prestar contas. Estamos no momento de prestação de
contas e de entregas", afirmou. "São várias entregas que a presidente
cobrou dos ministros para que agilizassem inclusive alguns resultados e
que nós pudéssemos prestar contas à população", completou a ministra.
Questionado se havia levado broncas da
presidente, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), respondeu:
"Levamos algumas broncas, algumas poucas broncas"
Dilma pediu que cada ministro fizesse um
balanço das obras vinculadas à sua pasta e disse que vai repetir o
encontro com aqueles que não estiveram presentes neste sábado --para
discutir outros setores, como agricultura e esportes, às vésperas da
Copa de 2014.
"São [cobranças] naturais do processo de
monitoramento que temos feito sempre. Vamos ter uma segunda fase de
reuniões porque temos ministérios que não participaram desse processo
ainda. Temos outras áreas que serão analisadas ainda, agricultura,
esportes, grandes eventos. A presidente vai marcar outras reuniões",
afirmou Gleisi.
CAMPANHA
A estratégia do Palácio do Planalto é
acelerar as obras para que Dilma tenha o que mostrar na sua campanha à
reeleição. Nos últimos meses, a questão eleitoral ganhou força com a
união da ex-senadora Marina Silva com o governador Eduardo Campos
(PSB-PE), antigos aliados da petista que devem se lançar na corrida ao
Palácio do Planalto.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável
adversário da presidente, também começou a fazer viagens pelo país, com
acusações de paralisia do governo em diversos setores --especialmente na
área de infraestrutura.
O ministro Paulo Bernardo disse que a
reunião, em pleno feriado, não foi emergencial ---mas de cobrança para
que as ações do governo sejam agilizadas. "Ela só quer que as coisas
aconteçam, está preocupada, perguntou especificamente de alguns
programas, como o Mais Médicos, se os médicos estão chegando, vão ser
alocados nos lugares onde precisa e a população vai ser atendida. Foi
nessa linha", disse Bernardo.
Entre as obras que Dilma pretende
inaugurar, Gleisi citou unidades básicas de saúde, aumento de
profissionais do programa Mais Médicos, casas do Minha Casa, Minha Vida,
além do Pronatec --programa de capacitação profissional do governo
federal.
Segundo Gleisi, as datas de inaugurações
serão definidas de acordo com as agendas de Dilma e dos ministros
ligados à obra. "As agendas vão ser organizadas de acordo com as
entregas não só delas, mas dos ministros, como são normalmente no
governo."
Cariri Ligado
Nenhum comentário:
Postar um comentário