O Governo do Estado, por meio da Empresa
Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), vai disponibilizar
aos produtores rurais a tecnologia dos blocos multinutricionais. A
solenidade acontece nesta terça-feira (17), a partir das 10h, na Estação
Experimental de Pendência, em Soledade.
Na ocasião, os técnicos da Emepa irão
apresentar mais uma tecnologia alternativa para suplementar a
alimentação dos rebanhos principalmente durante os períodos de seca. A
Emepa elaborou um kit, composto por uma máquina de compactação
hidráulica e material para a fabricação dos blocos. Os representantes
das cooperativas, associações e produtores da agricultura familiar irão
receber dois mil blocos multinutricionais.
A Emepa desenvolve pesquisas variadas na
composição de blocos multinutricionais desde 2008, o que permite opções
de composição e textura visando adaptar e validar a utilização dessa
tecnologia de forma abrangente e contínua nos rebanhos.
Composição - Os blocos multinutricionais
são compostos por melaço, ureia pecuária, sal comum, minerais, fontes
proteica, energética e cal hidratada. Os elementos são misturados e
moldados em formas de blocos, que, depois de secos, são destinados para a
alimentação animal. A utilização dessa tecnologia melhora o desempenho
produtivo e reprodutivo dos animais, minimiza o risco de intoxicação com
ureia, fornece nutrientes essenciais como proteínas, energia e
minerais, aumenta a ingestão e digestão de alimentos de baixa qualidade
(pasto seco, bagaço de cana, outros) e tem manejo e transporte fácil.
As pesquisas desenvolvidas pela Emepa com
ovinos e caprinos, na Estação Experimental de Pendência, mostraram que
os animais que consumiram os blocos em época de estiagem, mesmo com a
limitação nutricional dos pastos, apresentaram desempenhos produtivos e
reprodutivos muito superiores aos que não consumiram.
Os pesquisadores Wandrick Hauss de Souza e
Maria das Graças Cunha alertam que os blocos multinutricionais não
devem ser utilizados em animais debilitados ou com até 70 dias de vida.
Eles recomendam ainda fornecer os mesmos somente após o 3º ou 4º dias de
fabricação. Antes desse prazo, os blocos não terão a consistência
ideal, o que pode acarretar um alto consumo provocando intoxicação nos
animais.
De acordo com o presidente da Emepa,
Manoel Duré, a parceria FINEP-CNPq e Fundo Estadual de Combate e
Erradicação da Pobreza (FUNCEP) foi importante para concretizar a
pesquisa com os blocos, que além de suplementar os alimentos para o
rebanho, também fornecem energia e proteínas necessárias para mantê-los
de pé. “Com essa estiagem é fundamental que façamos essa suplementação
alimentar. A Emepa também orientou e supervisionou o desenvolvimento das
máquinas para confecção desses blocos. Além disso, oferecerá os
treinamentos necessários para ensinar ao homem do campo como produzi-los
e oferecer todo o material para a produção dessa alimentação
alternativa”, destacou o presidente.
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